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Poejo (Mentha pulegium)

(Mentha pulegium)

História   Planta do grupo das hortelãs, conhecida e utilizada desde a Antiguidade no Mediterrâneo, Ásia Ocidental e Norte da África.

·         Empregada por gregos e romanos em culinária, rituais e fórmulas medicinais; tradicionalmente queimada ou esfregada para repelir pulgas (origem do epíteto pulegium).

·         Usos históricos incluem aplicações como emenagoga e abortiva em doses elevadas; hoje é reconhecida tanto por seu uso culinário leve quanto por aplicações medicinais controladas.

Curiosidades farmacológicas    Óleo essencial rico em pulegona (80–90%) — confere aroma característico e atividade inseticida/repelente; em altas doses, é hepatotóxico devido à ação eletrofílica.

·         Ação carminativa e antiespasmódica — reduce cólicas e alivia distúrbios digestivos por inibição do influxo de cálcio na musculatura lisa.

·         Atividade expectorante/bronco-protetora — uso tradicional contra gripe, tosse e bronquite.

·         Atividade antimicrobiana significativa — especialmente contra bactérias Gram-positivas; extratos também atuam contra E. coli e outros Gram-negativos em estudos in vitro.

·         Atividade contra Helicobacter pylori — extratos demonstraram erradicação em pacientes com dispepsia funcional em estudos clínicos pequenos.

·         Toxicidade e segurança: pulegona em altas doses causa hepatotoxicidade; doses baixas (ex.: 270 mg três vezes/dia em ensaios) mostraram benefício em dispépsia sem sinais graves, mas cautela é necessária — evitar óleos concentrados e uso prolongado sem supervisão.

·         Mecanismos propostos: ação antiespasmódica (bloqueio de influxo de Ca²⁺), efeitos antimicrobianos e propriedades antioxidantes de compostos menores presentes. Uso na Gastronomia

    Infusões (chá): aplicação clássica — dosear com moderação; infusões usadas para digestão e relaxamento.

        Licores e bebidas aromáticas: tradicionalmente incorporado a preparações alcoólicas e xaropes.

 

     Tempero em pequena quantidade: pode perfumar molhos e pratos frios, mas deve ser usado com parcimônia devido ao óleo essencial potente.

     Precaução culinária: evitar o uso de óleo essencial concentrado em alimentos; preferir folhas frescas ou infusões diluídas.

 

 Cultivo

·         Luz: prefere luz direta ou sombra parcial.

·         Solo: locais úmidos, solo bem drenado; tolera solos nutritivos desde que não encharquem.

·         Clima: adapta-se bem ao clima mediterrâneo e regiões temperadas; sensível a geadas intensas.

·         Manutenção: fácil de cultivar — manter umidade regular e boa circulação de ar para reduzir fungos.

·         Uso na lavoura orgânica: plantado junto a outras ervas atua como repelente natural de insetos (cultivado, não aplicado como óleo).

·         Cuidado com óleos essenciais: evitar exposição prolongada das equipes ao óleo concentrado por risco tóxico.

      

Referências bibliográficas básicas:


 

 

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