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Guaco (Mikania glomerata e Mikania laevigata)

(Mikania glomerata e Mikania laevigata)

História

  • Trepadeira nativa do Brasil, presente em toda a América tropical.

  • Muito utilizada pelos índios brasileiros, que aplicavam cataplasmas de guaco para picadas de cobra.

  • Diferenciação tradicional entre as duas espécies:

    • M. laevigata floresce em setembro

    • M. glomerata floresce em janeiro

  • Historicamente associada ao tratamento de doenças respiratórias e como planta de grande valor etnomédico.

Curiosidades farmacológicas 

 Contém cumarina, ácido o-cumárico e ácido caurenoico, principais responsáveis pelos efeitos terapêuticos.

  • Também possui: sesquiterpenoides, diterpenoides, estigmasterol, flavonoides, resinas, taninos e saponinas.

  • Ações já relatadas:

    • Broncodilatadora natural

    • Expectorante e supressora da tosse

    • Anti-inflamatória

    • Antiespasmódica

    • Analgésica

    • Antirreumática

    • Antiulcerogênica

    • Antialérgica

    • Antipirética

    • Tônica e depurativa

    • Estimulante do apetite

    • Antiedematosa

    • Anticoagulante

    • Antimicrobiana (inclusive contra formação de biofilme/placa bacteriana)

    • Antitumoral, antioxidante, antimelanoma, antilipoperoxidação

    • Antinociceptiva

    • Ação contra Trypanosoma cruzi

    • Potencial ansiolítico, modulando GABA no hipocampo

  • Uso tradicional e contemporâneo para:

    • Bronquite, pleurisia, resfriados, gripes, tosse, asma

    • Dor de garganta, laringite e febre

    • Inflamação intestinal, úlceras, neuralgias, dores reumáticas, eczema e feridas

  • Tanto folhas quanto flores podem ser usadas em infusões, decoctos e xaropes.

     Cultivo

    • Cresce bem em solos arenosos.

    • Prefere climas amenos (característicos do Sul e Sudeste do Brasil).

    • Necessita de sol pleno.


  • Referência bibliográfica básica:

















 

 

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